Antes de começar a ler esse texto,
responda:
- Para você, a hora da refeição é um
momento de prazer e de tranquilidade?
Se você respondeu que sim, duvido que
vá a alguma churrascaria.
A churrascaria é um campo de guerra. Quando você entra em uma, sua luta é sair vivo, conseguindo andar e principalmente não agredir ninguém. Ou seja, impossível.
Você chega no lugar e já enfrenta
fila para conseguir uma mesa decente, que fique posicionada estrategicamente
para que sua roupa não saia com pingos de gordura, dos dois lados, e para que
você não tome um banho de chopp quando for levar o copo à boca e o garçom
esbarrar no seu braço.
Qualquer dia vai acontecer como nas
praças de alimentação dos shoppings, as pessoas chegam, escolhem a mesa que
querem sentar e permanecem em pé ao seu lado até que você termine.Não existe lei em uma churrascaria, então, você pensa em um programa família, pega seus filhos às onze e meia da manhã (que é para garantir que até a uma da tarde eles já tenham almoçado), se dirige até lá, consegue não atropelar o manobrista que coloca o prisma no seu carro sem nem saber se é no estabelecimento dele que você vai, consegue a mesa decente e qual é a primeira coisa que passa pelo salão e estaciona ao lado da sua mesa? O carrinho de doces. Por que diabos essa porcaria tem rodas?
Você então se esforça em fazer seu
filho esquecer aquela visão escandalosa que ele teve e quando se volta para o
seu prato tem lá dois gomos de lingüiça, cinco corações e uma asa, mas, as
bebidas que você realmente pediu.......
Em dado momento os garçons começam a
circular em ritmo frenético, que é para te deixar nervoso e você dar lugar ao
próximo da imensa fila de espera. É maminha, é costela, é cupim, é picanha e
vai você falar “pro cabra” que não quer, ele sai batendo o pé. Isso quando ele
espera você dizer alguma coisa, porque geralmente ele já pressupõe que se você
está ali é para encher o bucho mesmo.
O rodízio corre solto pelo salão,
você ainda está mastigando o último pedaço da última rodada que o último garçom
despejou no seu prato, que agora está virado de boca para baixo na mesa porque
o garçom é daltônico e não diferencia o verde do vermelho, quando vem um outro
comparsa daquele da carne com o licor. Licor = despedida, fim de festa, bye
bye, see you, well well.
Agora sim é o momento para aquele
carrinho de doces.....
...mas, a leva toda de pessoas que
entrou com você e que tem que sair com você, também quer.
Fim
Nenhum comentário:
Postar um comentário