Ser pobre é um estilo de vida.
Não há como esconder de alguém que se
é pobre.
O pobre no sacolão pesa para saber se
pode levar ou não as frutas. Quando você vir um pacotinho de manga com preço
deixado na banca da banana, pode crer que foi um pobre que pesou, se
conscientizou e foi à feira.
No mercado, o pobre leva umas três ou
quatro coisinhas a mais ao caixa para ver qual dos supérfulos poderão entrar na
compra do mês. E a operadora do caixa não faz nem questão de disfarçar: - Vai
levar ou não, senhora?
O pobre entra na loja de roupas que
não pode comprar. Ele sabe que não pode e a vendedora também sabe. Mesmo assim,
ele entra, experimenta e sai falando mal da confecção.
A economia melhorou muito e deu
direitos quase iguais a todos. As operadoras dos cartões de crédito acreditaram
no pobre e liberaram R$ 300,00 por mês de limite.
E foi aí então, que todos puderam ter
acesso às máquinas digitais e viagens de avião.
E foi aí também que acabou o sossego.
O pobre com uma máquina digital nas
mãos ele quer mostrar que tem e não contente em tirar as fotos ele quer publicá-las.
A partir daí fomos inundados com: Eu e minha Best, tomando uma geladinha / Meu
amor e eu curtindo um churrasquinho (foto tirada da laje com vista para todo o
bairro) / Meu filho tomando banho (pelado e remelento).
Mesmo que o pobre faça compras on
line, é possível saber que quem está comprando é pobre, porque em todos os
produtos que interessam ele faz o orçamento do frete no CEP dele, da mãe e da
sogra. Quando fecha a compra, paga no boleto e assim que tem o comprovante em
mãos manda um e-mail pro SAC dizendo que ainda não recebeu a mercadoria e vai
acionar o PROCON.
O pobre agora é marginalizado coletivamente:
pelo Peixe Urbano e Groupon. Ele chega ao restaurante com o ticket da compra e
implora aos pés do ouvido do garçom que nada, absolutamente nada lhe seja
servido que já não tenha sido pago por aquele cupom.
O meio de transporte do pobre é que
não melhorou muito, mas agora pelo menos, ele acessa na hora, dentro do trem, qual
o melhor itinerário Carapicuiba – Centro, no horário de pico.
O pobre insiste em pensar como rico, mas seu
ResponderExcluirraciocínio é carente e cheio de quirelas… rsrsr
Seja muito bem-vindo!
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