quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Uniforme Já!


Sou a favor dos uniformes.

Tenho uma teoria que todo funcionário deveria vir de casa apenas tomado banho, com jeans e camiseta e ao chegar na empresa, um departamento se encarregaria de vesti-lo adequadamente para exercer suas funções.

Eu tenho horror em ver o sutiã preto da atendente por baixo da blusa branca ou sua calcinha vermelha escapando pelo cós da calça.

Gente que acredita que roupa íntima tem que ter motivos: juninos, natalinos, aniversário de São Paulo, meninas super poderosas, etc.

Funcionário que usa colônia fragrância CK Be, adquirida na feirinha de artesanato da Praia Grande.

A mistura das estampas listrada com oncinha, que deixam os clientes sem saber o motivo que os levou a estar ali, naquele dia, naquela hora.

As meias de nylon marrom com sapatos pretos que os rapazes insistem em fazer combinar – não vai dar certo nunca, confiem.

As meias arrastão em pleno horário comercial. Se você veio direto, guarde pra você essa informação.

As gravatas com desenhos animados que sempre tem um lugar ou outro que ainda se pode encontrar para comprar.

E digo mais: eu não liberaria o tal Casual Day.

É nesse dia que os demônios saem de suas covas e adentram ao escritório nas mais diversas formas, como:

·         Camisetas com um coqueiro desenhado dizendo: Estive em Porto Seguro

·         Crocs: o que são esses calçados? Em que categoria se enquadram?

·         Cabelos cheios de gel e para cima, “tipo gatinho”

·         Unhas cheias de adesivos e penduricalhos para a balada de logo mais

·         Maquiagem de glitter

·         Tênis com meias pretas

 

É bem verdade que algumas vezes colocamos a cabeça, no escuro, dentro do armário e o que enganchar é o que vai pra rua, mas não façamos disso um hábito.

Lutemos para o uniforme virar lei.

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