quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Somos Artistas


Nós somos todos artistas.

Todos nós temos na veia o dom para realizar coisas que nós mesmos não imaginávamos sermos capazes, coisas que só descobrimos na hora da necessidade.

Você está duvidando que é um(a) artista?

Vou te provar que é.

Você certamente já precisou ir ao banheiro em um lugar público, não precisou?

Sim, você disse sim.

Se você está lendo esse post, vivo e com saúde, sim, você é um(a) artista.

Você é capaz de entrar, esperar sua vez, fazer suas necessidades, lavar as mãos e sair de lá, sem respirar. Já contou quantos minutos isso tudo leva?

Os homens ficam mais expostos, eu imagino como deve ser constrangedor você entrar em um lugar, doido para acabar com a agonia da “água no joelho” e quando está lá, sossegado, tem uma criatura ao lado dando uma conferida “no que você está fazendo”.

É uma necessidade vital essa - não a do xixi, a da conferida - eles precisam saber se estão na média, dentro das estatísticas ou se estão totalmente fora.

O homem tem o privilégio de não precisar se preocupar em encostar em nada, a não ser que seja um anão, já as mulheres...

Nós penamos até com uma simples ida ao banheiro.

A não ser que um homem vá ao banheiro para o número dois (eu não duvido que eles consigam essa proeza em banheiros públicos), as portas são totalmente dispensáveis. Não me espantaria que eles conseguissem o número dois sem as portas também.

Para nós não, as portas são indispensáveis, só que em oitenta por cento dos banheiros elas estão com as travas quebradas.

E aí começa o sofrimento, a saga, a verdadeira guerra para se fazer um simples xixi.

A mulher quando sente a vontade de ir ao banheiro, a voz da sua mãe ecoa em alto e bom som na sua cabeça (isso é involuntário, acontece sem que a gente queira): - Não encosta em nada! – Não coloque as mãos! – Apoie os cotovelos nos joelhos! – Não senta! – Não fica muito reta! – Cuidado para não fazer fora, senão molha suas pernas! E ao som dessa voz, ela entra no reservado com a tranca quebrada.

Uma mulher está sempre com pelo menos uma bolsa e nos banheiros públicos não tem onde pendurá-la (s).

Então, é preciso pensar:

Primeiro passo – prender a respiração, como os homens.

Segundo passo – separar o papel higiênico ou o lenço de papel, caso o primeiro esteja em falta e segurá-lo com a boca.

Terceiro passo – pendurar a bolsa.......no pescoço.

Quarto passo – abaixar ou subir a roupa e dar aquela abaixadinha, lembrando sempre de encostar a cabeça na porta, para essa servir como tranca.

Quinto passo – tentar acertar o buraco à distância suficiente que o xixi caia dentro do vaso, a cabeça tranque a porta e a bolsa não te mate enforcada com o peso.

Depois disso, é só se recompor, lavar as mãos e sair com elas pingando, já com vontade de ir ao banheiro de novo.
Dá para entender agora por que vamos sempre em bando ao banheiro???

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Os Chatos


Gente chata não precisa de convite, gente chata brota do chão ao seu lado, sem que você perceba. Alguma coisa parecida com o que acontece com o chuchu, você não precisa plantar chuchu, chuchu nasce.

Eles são uma comunidade, uma gangue, uma máfia.

Um chato, encosta no batente da porta no meio da sua conversa com outra pessoa no corredor e ao final ele dá a opinião dele, além de contar que já teve experiência parecida e todo o seu conhecimento em como se safar daquela situação.

Eles têm um perfume e um cumprimento padrão – sempre te abraçam – que é para você ficar com o perfume ruim dele o dia inteiro nas narinas.

Nunca pergunte a um chato se está tudo bem....ele te contará detalhes caso esteja tudo ruim e te dará náuseas caso esteja tudo bem.

Ser simpático com gente chata é complicado, porque o chato sempre confunde as coisas e se você for muito legal, ele se despedirá de você com um tapinha no traseiro.

O chato entra no elevador que está subindo, aperta o térreo e ele, o elevador, obedece, só para não ter que ouvir o chato bufando durante toda a subida e xingando na descida. E você, que só queria ir até o décimo terceiro, tem que acompanhar o fulano até o quinto subsolo porque é lá que ele acha mais seguro deixar o carro.

Se você for um cara azarado e estiver esperando uma vaga no shopping, certamente o primeiro carro a sair vai ser do chato. Ele vai destravar o carro, abrir o porta malas para colocar a única sacolinha da Chocolates Brasil que ele comprou, dará a volta no carro para ver se não tem nenhum arranhão, entrará no carro, ligará o som, procurará a rádio que esteja tocando sua música preferida, colocará o cinto, ligará o carro e perceberá que o ticket do estacionamento está na carteira. Então ele tira o cinto, sai do carro novamente, sim, porque o chato não tira a carteira do bolso traseiro sem sair do carro que é para não quebrar os cartões, entra no carro novamente, coloca o cinto, engata a ré e antes de sair definitivamente da vaga, acende um cigarro.

O chato já acorda chato, não é uma coisa que vai acontecendo no decorrer do dia, como o mau humor. Você consegue detectar um chato já no café da manhã, ele vira o pão do avesso até que limpe por completo a faca da manteiga.

Ele sempre sabe tudo sobre todos os assuntos, seja ele qual for, ele sabe.

Eles nunca esquecem o nome de ninguém, já perceberam isso?? Além de não esquecerem, eles gritam de longe: - Fulaaaaaanooooo, cara quanto tempo!!!

Na sala de aula ele é aquele que não quer entender a matéria, ele quer psicografar o que o professor fala.

Ele puxa assunto com você no metrô logo as seis da manhã, usa Nextel em volume alto, separa milho e cebola da pizza.

Se você não conseguir atender à ligação do chato, não se preocupe, ele retornará mais um milhão de vezes.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Indispensáveis

Quem nunca precisou de uma secretária do lar??

Quem conseguiu encontrar com menos de 3 meses de procura?

E depois desses 3 meses de busca incessante, quem aqui ficou satisfeito com seu achado?

Elas desempenham um papel tão importante na vida da humanidade, que eu imagino que elas vivam em uma comunidade, uma vila só delas e que de tempos em tempos a lider libera uma ou duas para fazer alguém feliz. Alguma coisa parecida com o que faz Deus com os anjos ou o Papai Noel com os duendes.

Elas lavam, passam, tiram o pó, comem o último pedaço da sobremesa que você tinha guardado para quando voltasse do serviço, mas, você nem liga, porque o serviço sujo está feito e suas unhas estão intactas.

Você implica mais com seu marido e seus filhos do que com ela. Ela não pode se aborrecer, isso poderia ser fatal.

Se pudesse, você a manteria sem contato com o mundo externo, para não correr o risco de alguma amiga saber de uma vaga com alguém que paga mais, tem casa menor, fica fora o dia todo, não tem criança nem cachorro e viaja 3 meses por ano.

Elas nos proporcionam grandes emoções: pela manhã você roda feito frango com medo de que ela não apareça e no fim do dia se prepara para a reclamação dos vizinhos porque ela reuniu todas as amigas para reunião da Tuppeware ou uma dessas marcas de maquiagem ou lingerie erótica.

Você sabe que ela usa seus esmaltes, sua havaiana para ir na venda e seu perfume para ir embora na sexta-feira, mas isso realmente não te aflige, ou simplesmente passa quando ao abrir seu guarda roupas você se depara com todas as camisas passadas.

Se ela se engraçasse pelo seu marido, você faria vistas grossas, porque é bem mais fácil encontrar outro companheiro do que outra secretária do lar.