sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O metrô


O metrô é o santuário do coisa ruim.
As provações já começam na entrada, no momento de carregar o seu bilhete.

A fulana da funcionária fica em uma cabine blindada, inclusive à prova de som, você dá R$ 20,00 e pede para ela colocar R$ 15,00 para sobrar R$ 5,00 para o seu lanche na faculdade e a louca coloca os R$ 20,00 e não há nada, em absoluto, que você possa fazer para ela voltar atrás no seu erro.

A catraca que você escolheu para passar está travada com a mala de rodinhas de algum representante comercial que omitiu da empresa que o contratou que o seu veículo próprio era o metrô.

A faixa amarela, que era para ser o seu limite de segurança, as pessoas acham que é só para barrar deficientes visuais. Te empurram tanto que quando o trem está chegando, quase leva seu nariz embora.
Se você consegue entrar no vagão, é pisoteado por causa dos assentos, já vi gente correndo como se os bancos do metrô fossem o produto em promoção do Black Friday do “Magazine Luiza®”.

Obviamente você fará o percurso em pé.
Apesar de haver indicação de capacidade máxima, isso nunca é respeitado e as portas vão se abrindo a cada estação e o povo entrando e quanto mais gente entra mais o metrô demora pra sair, porque as mochilas travam as portas. As portas reabrem só para o indivíduo colocar a mochila pra dentro, mas, entram mais 15 pessoas.

Eu queria ter o poder do microfone no metrô: - O rapaz da camisa azul com a mochila gigante nas costas, poderia fazer o favor de levá-la na mão ou desembarcar imediatamente? (Imbecil).
Sou só eu que acho que o metrô deveria ter sinal, como os ônibus? Tá lotado passa direto pela estação.

E o que dizer quando o trem chega em uma estação, todos soltam as mãos e relaxam o corpo, mas, o maquinista resolve fazer a baliza perfeita e vai mais pra frente só pra ajeitar um pouquinho. Além de todas as pessoas que estão dentro caírem umas sobre as outras, as que estão do lado de fora andam como bobos atrás da porta, para garantir a entrada e impedir sua saída.
Atrás de você sempre tem um rapaz que se encaixa no seu traseiro a cada balanço do trem e para não dar uma de - EU SOU A MAIS GOSTOSA DO METRÔ – você suporta com raiva e sangue nos olhos.

Se você está no metrô no período da manhã, conta com o benefício do banho alheio, mas se você está no metrô às seis da tarde, só técnicas muito avançadas de meditação podem te fazer respirar normalmente.
A cada estação que passa você reconta quantas ainda faltam para terminar a guerra.

Quando está se aproximando sua estação, você tenta se aproximar da porta para ficar menos complicado de sair e a pessoa a sua frente diz: - Eu também vou descer!
O trem abre as portas e o que acontece? Ela não desce. Depois reclama que a vida não vai pra frente, deve estar com a fuça desenhada em tudo que é trabalho de amarração.

Aí você chega ao escritório e seu chefe dispara: - Nossa, dormiu na garrafa?