sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Academia


Matriculei-me na academia...

...de ginástica, não a Brasileira de Letras.

Depois de toda a orgia gastronômica das festas de fim de ano, aquela voz que até então falava baixinho no meu subconsciente, agora berra: - Vai malhar sua gorda, vai malhar!

E eu fui.

Precisei adquirir umas roupas específicas, não queria dar a impressão de ser novata – impossível.

Eu não sei vocês, mas eu quando vou comprar uma roupa estico a peça na largura dos braços e já consigo ter ideia se vai me servir ou não.

Com as roupas de ginástica isso não funciona: todas são em formato de funil e de um tecido parente do papel contact ou das meias Kendall.

As academias certamente possuem contrato com os fabricantes dessas roupas que é pra você ver, na loja mesmo, o seu grau de dificuldade para entrar nelas e se convencer de vez que está realmente acima do peso.

O vestiário da academia é o aquecimento das aulas, a pessoa já sai de lá precisando hidratar.

Modelos perfeitas são contratadas para ficarem de frente ao espelho levantando um pesinho ou outro e matando a gente de inveja ou raiva ou ódio.

Nada na academia é normal.

A música não é normal, as coxas não são normais, os músculos do personal (Ahhhh o personal), nem a recepcionista é normal.

Tudo ali foi planejado pra você se sentir mal com o seu corpo.

Os espelhos são daqueles que dobram sua largura, os assentos dos equipamentos são um verdadeiro atentado a pessoas mais avantajadas e o que dizer então, dos jumps, tenho medo de pular em cima de um daqueles, imagina se ele estoura?

Acho que vou acabar caminhando no parque de moletom mesmo.