Nós somos todos artistas.
Todos nós temos na veia o dom
para realizar coisas que nós mesmos não imaginávamos sermos capazes, coisas que
só descobrimos na hora da necessidade.
Você está duvidando que é um(a)
artista?
Vou te provar que é.
Você certamente já precisou ir ao
banheiro em um lugar público, não precisou?
Sim, você disse sim.
Se você está lendo esse post,
vivo e com saúde, sim, você é um(a) artista.
Você é capaz de entrar, esperar
sua vez, fazer suas necessidades, lavar as mãos e sair de lá, sem respirar. Já
contou quantos minutos isso tudo leva?
Os homens ficam mais expostos, eu
imagino como deve ser constrangedor você entrar em um lugar, doido para acabar
com a agonia da “água no joelho” e quando está lá, sossegado, tem uma criatura
ao lado dando uma conferida “no que você está fazendo”.
É uma necessidade vital essa -
não a do xixi, a da conferida - eles precisam saber se estão na média, dentro
das estatísticas ou se estão totalmente fora.
O homem tem o privilégio de não
precisar se preocupar em encostar em nada, a não ser que seja um anão, já as
mulheres...
Nós penamos até com uma simples
ida ao banheiro.
A não ser que um homem vá ao banheiro
para o número dois (eu não duvido que eles consigam essa proeza em banheiros
públicos), as portas são totalmente dispensáveis. Não me espantaria que eles
conseguissem o número dois sem as portas também.
Para nós não, as portas são
indispensáveis, só que em oitenta por cento dos banheiros elas estão com as
travas quebradas.
E aí começa o sofrimento, a saga,
a verdadeira guerra para se fazer um simples xixi.
A mulher quando sente a vontade
de ir ao banheiro, a voz da sua mãe ecoa em alto e bom som na sua cabeça (isso
é involuntário, acontece sem que a gente queira): - Não encosta em nada! – Não
coloque as mãos! – Apoie os cotovelos nos joelhos! – Não senta! – Não fica
muito reta! – Cuidado para não fazer fora, senão molha suas pernas! E ao som
dessa voz, ela entra no reservado com a tranca quebrada.
Uma mulher está sempre com pelo
menos uma bolsa e nos banheiros públicos não tem onde pendurá-la (s).
Então, é preciso pensar:
Primeiro passo – prender a
respiração, como os homens.
Segundo passo – separar o papel
higiênico ou o lenço de papel, caso o primeiro esteja em falta e segurá-lo com
a boca.
Terceiro passo – pendurar a
bolsa.......no pescoço.
Quarto passo – abaixar ou subir a
roupa e dar aquela abaixadinha, lembrando sempre de encostar a cabeça na porta,
para essa servir como tranca.
Quinto passo – tentar acertar o
buraco à distância suficiente que o xixi caia dentro do vaso, a cabeça tranque
a porta e a bolsa não te mate enforcada com o peso.
Depois disso, é só se recompor,
lavar as mãos e sair com elas pingando, já com vontade de ir ao banheiro de
novo.
Dá para entender agora por que vamos sempre em bando ao banheiro???